quinta-feira, 2 de agosto de 2007

KI-MOON APLAUDE SIM DO SUDÃO À FORÇA DE PAZ PARA O DARFUR

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, classificou de «marco histórico» o sim do Sudão ao envio de uma força híbrida de paz da ONU e da União Africana (UA) para o Darfur.
O Sudão aceitou na terça-feira em Adis Abeba o envio de uma força híbrida de paz formada por 17 a 19 mil soldados e polícias da ONU e da UA para substituir a força de paz africana que tem sido incapaz de pôr termo à violência que consome a província ocidental sudanesa desde 2003.
Contudo, funcionários da ONU reconhecem que as estruturas de comando e a captação rápida de forças para a missão de paz são desafios importantes.
O Secretário de Estado do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Sudão, Dr. Mutrif Sideek, explicou que a afirmação de que o governo Sudanês mudou de opinião rejeitando a força híbrida e aceitando-a agora é uma «inverdade».
«O Governo sudanês desde o ano passado que acolheu as fases sucessivas até chegar ao estádio da operação híbrida», o Dr Sideek afirmou ontem em Khartoum numa conferência de imprensa.
O acordo assinado em Adis Abeba entrega o comando das operações diárias à União Africana e o comando global da força híbrida às Nações Unidas. Contudo, o documento não esclarece como o comando conjunto ONU-UA vai funcionar na realidade.
Entretanto, o Presidente George W. Bush anunciou ontem que os Estados Unidos vão endurecer as sanções contra o Sudão apesar de Cartum ter aceitado a força híbrida para o Darfur.
Discursando via satélite no Encontro Anual da Convenção Baptista do Sul, o presidente Bush disse que Condoleezza Rice, encarregada dos negócios estrangeirtos norte-americanos, estava a estudar com os aliados a preparação de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU para alargar o embargo de armas ao Sudão e fechar o espaço aéreo do Darfur a voos militares sudaneses.
O Governo de Cartum tem praticado um autêntico jogo de yo-yo sobre o estabelecimento de uma força híbrida de manutenção de paz no Darfur.
O conflito no Darfur estalou em 2003 e já matou mais de 200 mil pessoas. Mais de dois milhões de darfurianos tiveram que abandonar as suas casas.
Pe. José Vieira

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